Abaixo deixarei um conto ainda em construção. Como não sei quando vou terminá-lo, ou se vou, postarei assim mesmo:
"Felicidade!Felicidade egoísta, aparentemente. Mas que diabo! Agora eu tenho que ser condescendente? Ao inferno esse sentimento de egoísmo! Há quinze anos agüento a intransigência alheia, e para quê? Quando a felicidade transpõe nuvens densas de sofrimentos e incertezas eu tenho que me solidarizar? Nada disso!
Sentei-me num banco estranho, baixo, que incomoda meus joelhos, mas nem por isso procurei outro, estava cômodo ali, se aquele banco se personalizasse com certeza iria adorar a minha escolha. Ele se sentiria livre de dogmas! Pessoas altas também poderiam sentar-se nele! Que maravilha! Os seus colegas iriam olhar, com ciúmes, os mais aconchegantes desviariam o olhar e, provavelmente nem ligariam. Porém o ego deste banco recentemente feliz iria aumentar, até o momento em que eu realmente ficasse aperreado pela altura deste baixinho incômodo. Isto não demorou para acontecer, realizou-se mais rapidamente que esta divagação sem sentido lógico.
A minha felicidade dissipou-se de modo tão simples e esperado que me senti perturbado, intrinsecamente. Gostaria de deixar meu corpo naquele banco e seguir, apenas para frente, sem cansar, sem reclamar, apenas observar e descobrir os motivos de mais um fracasso. Fiquei um mês dando de ombros, não ligando para outras pessoas, e agora preciso delas, necessito me deslumbrar com as suas insignificâncias, mas antes disso tenho que me livrar desse egocêntrismo. Mandei ao inferno durante um mês pessoas das quais seria vital um apoio, e amei durante este tempo uma pessoa abraçada por outros braços.
Amanhã tudo voltará ao normal, Valéria me ligará, falará meias palavras imperceptíveis e eu concordarei encerrando o assunto.
Besta cordial! É isso que sou!"
Feliz 2010
Pedro Barbosa Rudge Furtado
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Às, talvez infelizes, férias!
Acho que comentei isso o ano inteiro, seja na faculdade ou em qualquer outro lugar: "Preciso de férias!". Sim, foi todo o ano mesmo, claro que no começo era apenas uma piadinha, que - como quase sempre acontece - não funcionou do modo esperado. De qualquer forma, essa frase deixou de ser um gracejo com o passar dos milhares de segundos e ao final do ano eu estava sendo sufocado pela minha pequena habilidade em lidar com o escasso tempo disposto para mim (pode ser que eu esteja exagerando). Pois bem, as esperadas férias finalmente chegaram e trouxeram junto o de sempre, não importando os planos que você tenha feito para elas: tédio.
Tudo ao final do ano conspira para isso, pelo menos no meu caso. Desde o clima até a falta de pessoas razoavelmente animadas para fazer algo. Nem futebol jogado ou assistido existe mais, os programas esportivos estão em tão grande marasmo que não é difícil encontrar matérias inventadas por total falta de assunto, como: "Agora vamos ver como o Neymar está aproveitando as férias" ou "Richarlyson consegue ficar mais afeminado, o que, estranhamente, preocupa a diretoria do São Paulo". O meu único alento até agora está sendo o basquete, tanto assistindo a jogos da NBA quanto do Paulista Masculino. Porém é um alento passageiro, assim como a maioria dos outros, até agora não encontrados ou citados aqui. Sempre serão passageiros estes, por que o tédio não me dá sossego, ele tirou merecidas férias praticamente o ano inteiro, agora quer trabalhar um pouquinho.
Este não é um texto com tom reclamativo, estou apenas verificando a repetição de fatos. Falam que persistir no erro é burrice, talvez eu realmente seja, por que as férias pra mim são vários desacertos dos quais nunca abrirei mão, provavelmente por orgulho e/ou desleixo. Acontece que, mais do que nunca, nesse ano eu realmente mereço a falta do que fazer. Não fiz demais, só não consigo lidar com o tempo, que às vezes é muito curto, outras é demasiado longo.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Esses dias encontrei meu iniciador, literariamente falando.O livro no qual aprendi a apreciar linhas,palavras dispostas sob meus olhos.
Não tenho vergonha de declarar que isso aconteceu quando eu tinha 12 anos,digo isso sem tanta certeza, por que minha memória é traiçoeira, seu prazer é voltar-se contra mim,quando possível, diariamente, quando não, ela fica um pouco tristonha ,porém não deixa de pregar suas peças.
De qualquer modo me deparei com ele, e com isso assaltou-me um saudosismo enorme, lembranças apareceram fragmentadas, sem data,apenas me remetendo a um tempo mais simplório, sem grandes dificuldades. Esse livro é um símbolo disso para mim, lembra-me a facilidade da idade, exatamente, não recordada. Talvez mais que isso, a partir dele que meus rumos foram traçados de uma maneira mais linear, ou pode ser que eu esteja colocando muita carga em apenas um livro infanto-juvenil.
Sei que eram esses tipos de livros que apreciava quando tinha a denominação dada a eles, não gostava de Machado De Assis, Graciliano Ramos. Clarice Lispector era uma incógnita que me dava pavor por não entender um de seus fluxos. Aparentemente esse pavor surge em muitos jovens obrigados a ler obras complexas. Logo que entrei para o colegial, com uma bagagem não tão grande de leituras, deparei-me que teria que ler “Dom Casmurro”, como se isso fosse simples para uma legião de jovens que procuram um botão para abrir um livro. Qualquer um pode questionar, realmente DC não é de dificuldade extrema para uns, mas isso é totalmente inerente a capacidade intelectual de cada aluno. O que fazer? Dar livros de base antes, obras simples, de fácil assimilação, isso era pra ser feito num Ensino Fundamental, porém ,se não o é , de nada adianta assustar jovens com clássicos e assim levá-los a odiar qualquer livro apenas pelo número de folhas que neste há.
Fugi totalmente da minha proposta aqui,aliás, nem lembro dela mais, e sendo assim só me resta falar o nome do meu iniciador: “Mistério na Casa das Runas” de Luiz Galdino.
Se alguém que não é muito afeiçoado por leituras passa seus olhos por esse blog – eu sei que isso é contraditório – não se desespere, comece pelo fácil, que a partir dele tudo se simplificará.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
À Glória Verde e Branca.
Desacreditado por quase todos, menos pelo íntimo de cada torcedor que sabia, nutria e ainda o faz de que havia uma luz ao final do imenso túnel. De subestimado para o antônimo deste em poucos meses. Jogadores predestinados a vilões tornaram-se heróis. O errado tornou-se certo, as linhas tortas chegaram ao cume do correto.
Nada é por acaso, nós torcedores,a comissão técnica, todos sabemos disso. Quando a qualidade técnica não era suficiente os jogadores usufruiam de algo guardado profundamente em cada um, algo que foi a tona por conta de um apoio inefável da torcida.
Nós vencemos essa guerra, estamos reconquistando nossa honra, retornando de onde nunca deveríamos ter saído. Aprendemos a cair e levantar muitas vezes, nos abatemos, choramos lágrimas de depressão por assistir a um show dos horrores por um tempo considerável. Fomos humilhados, desconsiderados por torcedores que se dizem assim por apreciar qualquer time da capital. Esses não vivem o dia-a-dia,estão aí apenas caçando glórias, mas,sinceramente, poucos sabem o que é isso.
Parabéns a todos os jogadores do Guarani Futebol Clube, vocês honraram o manto sagrado do maior do interior. Congratulações a comissão técnica, Vadão, Gersinho, vocês mostraram que com trabalho duro e união barreiras são quebradas.
E principalmente, parabéns a nós torcedores, que demonstramos milhões de vezes que nosso amor a esse clube é inesgotável, insaciável. Graças a nós esse clube não foi a falência. Eu tenho orgulho e sempre tive de dizer e reafirmar que no universo futebolístico você: GUARANI FUTEBOL CLUBE é meu único amor. E sendo assim me fez sofrer e tenho certeza que continuará fazendo isso, mas agora com mais pudor, por que quem está te comandando sabe os atalhos para essa paixão me fazer sorrir cada vez mais.
Lágrimas...agora de felicidade!
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
À música.
Depois de algum tempo sem postar por falta de tempo, resolvi, finalmente, dedicar algum espaço à música.
Escrevo para um site chamado Novo Metal, e como amostra do que faço deixarei uma resenha de minha autoria que acabou de ser liberada.
Resenha: Steely Heaven: Far Beyond Heaven...Right Before Hell
Este é o primeiro full-length lançado pela banda brasileira Steely Heaven, que teve a seu favor uma ótima produção, o que facilita bastante minha missão. Antes de passarmos para as melodias, vamos às letras, que não são o ponto alto da banda.
Por que? Porque o tema “conflito entre anjos e demônios”; “céu x inferno”, já está mais que batido, porém irei abstrair isso da minha crítica em relação à relevância com a nota do disco.
Chegamos ao som, e encontro uma banda com muita qualidade. Músicos altamente capacitados, porém tocando um estilo para mim, quase impossível de haver inovações. Este estilo é o Heavy Metal Melódico ou Power Metal,o rótulo fica a sua escolha.
As composições são boas, mas me passam a sensação dejavu. Os destaques vão para o ótimo vocalista Bernardo Lepore e os solos dos dois guitarristas, que são muito bem entrosados. Os teclados também estão bem dispostos nas canções.
Sobre estas, as que mais apreciei foram: "Battle of Angels", "Arising Freedom", "M.W.N.D", e principalmente, "Flying with an Angel e Holy Light" (the Final Battle).
Um bom cd de estréia, talvez a banda possa agregar um pouco mais, por exemplo, de Prog ou até Hard Rock nas músicas, tentando assim, algo mais original ou menos clichê, por que a banda realmente tem potencial para isso.Terminando, o cd se adéqua a sua proposta. Boa sorte ao grupo e continuem trabalhando duro!
Muitas outras resenhas, entrevistas e notícias no site: www.novometal.com
Escrevo para um site chamado Novo Metal, e como amostra do que faço deixarei uma resenha de minha autoria que acabou de ser liberada.
Resenha: Steely Heaven: Far Beyond Heaven...Right Before Hell
Este é o primeiro full-length lançado pela banda brasileira Steely Heaven, que teve a seu favor uma ótima produção, o que facilita bastante minha missão. Antes de passarmos para as melodias, vamos às letras, que não são o ponto alto da banda.
Por que? Porque o tema “conflito entre anjos e demônios”; “céu x inferno”, já está mais que batido, porém irei abstrair isso da minha crítica em relação à relevância com a nota do disco.
Chegamos ao som, e encontro uma banda com muita qualidade. Músicos altamente capacitados, porém tocando um estilo para mim, quase impossível de haver inovações. Este estilo é o Heavy Metal Melódico ou Power Metal,o rótulo fica a sua escolha.
As composições são boas, mas me passam a sensação dejavu. Os destaques vão para o ótimo vocalista Bernardo Lepore e os solos dos dois guitarristas, que são muito bem entrosados. Os teclados também estão bem dispostos nas canções.
Sobre estas, as que mais apreciei foram: "Battle of Angels", "Arising Freedom", "M.W.N.D", e principalmente, "Flying with an Angel e Holy Light" (the Final Battle).
Um bom cd de estréia, talvez a banda possa agregar um pouco mais, por exemplo, de Prog ou até Hard Rock nas músicas, tentando assim, algo mais original ou menos clichê, por que a banda realmente tem potencial para isso.Terminando, o cd se adéqua a sua proposta. Boa sorte ao grupo e continuem trabalhando duro!
Muitas outras resenhas, entrevistas e notícias no site: www.novometal.com
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Ao posposto do mórbido.
150 pessoas estavam ali, comendo, conversando sobre coisas alheias ao contexto da situação.
Dessas,138 compartilharam da minha presença alguma vez, 6 argumentavam mais que uma saudação, 5,5 significavam algum número extraordinário, e a quantidade que falta deixou seus vestígios de lividez em mim.
Pena que eu - deitado, gritando mudamente e vestido elegantemente por mais imprópria que a conjuntura fosse - não precise mais de algo lívido. Seria como uma bicicleta para quem não tem pernas. Absurdo!
É apenas uma abstração, posso repetir um milhão de vezes, abstraia o 0,5.
Dessas,138 compartilharam da minha presença alguma vez, 6 argumentavam mais que uma saudação, 5,5 significavam algum número extraordinário, e a quantidade que falta deixou seus vestígios de lividez em mim.
Pena que eu - deitado, gritando mudamente e vestido elegantemente por mais imprópria que a conjuntura fosse - não precise mais de algo lívido. Seria como uma bicicleta para quem não tem pernas. Absurdo!
É apenas uma abstração, posso repetir um milhão de vezes, abstraia o 0,5.
sábado, 24 de outubro de 2009
À Bola de Neve.
Besouro pousa,dá voltas,decide martirizar-se com pancadas na lâmpada.
Eu fico fitando-o,estupefato pela ignorância do inseto.
O que será que ele pensa quando me vê assim,quase sem ar,agonizando?
Resolvo lhe fazer similar a mim com um golpe nada amistoso.
-Agora quem sofre é você,inseto sarcástico!estúpido!
Sinto saudades do besouro,quando surgirá outro para eu espalhar meus sentimentos?
Eu fico fitando-o,estupefato pela ignorância do inseto.
O que será que ele pensa quando me vê assim,quase sem ar,agonizando?
Resolvo lhe fazer similar a mim com um golpe nada amistoso.
-Agora quem sofre é você,inseto sarcástico!estúpido!
Sinto saudades do besouro,quando surgirá outro para eu espalhar meus sentimentos?
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